quarta-feira, 14 de novembro de 2007
O inverno chegando!
Até hoje minha noção de frio era quando saia fumaça da boca ao falar. E MUITO frio era quando saia pelo nariz, ao respirar. Preciso rever meus conceitos...
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Elfter Elfter, abertura do Carnaval.
Já no meio da semana algo curioso aconteceu. Na região da Centralplatz (praça central), aqui em Koblenz, estão construindo um prédio. E nessa quarta feira que passou encontraram uma bomba, da segunda guerra mundial, de cerca de 500 kg, pelo que ouvi falar. Acredito que por existir muitos prédios comerciais em volta, resolveram realizar a operação de desarme da bomba no domingo, 11 do 11. Com isso, 11 do 11 de Koblenz foi transferido para 10/11.
Em principio achei bom, pois poderia então ir às duas festas. Mas o tempo tava tão feio no sábado que nem quis sair de casa. Não basta o frio que já chegou por aqui – hoje vi um termômetro marcar 4ºC – ainda choveu quase o dia todo.
À tarde viajei com o Markus para Bonn, que é meio caminho para Colônia. Lá dormimos na casa de seus pais e, de lá, pegaríamos o trem para Kolonia na manha de domingo. No entanto precisava primeiro terminar minha fantasia!
Sim, fantasia! Como em qualquer festa de carnaval que se preze, todos usam fantasias. O Markus me emprestou uma de frade e resolvi complementar fazendo uma cruz. Tinha uma madeira aqui em casa e peguei ainda umas bolinhas de aço, usadas na produção das válvulas dos dispositivos ABS que produzimos lá na TRW. Segue o resultado abaixo...



A festa começa, não por acaso, às 11:11h da manhã. Todos procuram chegar no local ANTES desse horário. Acordamos por volta de 7h (SETE DA MANHÃ!!) e às 8h já estávamos no trem, rumo à Colônia.
Abaixo seguem 2 fotos da galera se dirigindo ao local da festa. Vale ressaltar que foram tiradas mais de 2h antes do início oficial do evento e com tempo chuvoso, que geralmente afasta o público... (reparem na 1ª foto a Catedral de Colônia – Kölner Dom)
Além da música no palco principal, algumas bandas podem ser encontradas pelas vielas da redondeza. Uma delas, quando vi, estava tocando Aquarela do Brasil, do Ary Barroso. Infelizmente não deu pra gravar.


Bom, por enquanto é isso. Minha foto de fantasia não tenho a intenção de publicar. Quem sabe eu a use novamente no carnaval e então acabe mostrando.
sábado, 3 de novembro de 2007
Mini-fijoada + Museu da História da Alemanha
De qualquer forma, ele quis fazer um almoço/lanche em seu último dia, para juntar todos do escritório. Então na segunda fomos para o “Metro”, que é um mercado tipo o SamsClub, que ele é cadastrado e pode comprar. Já fui lá com ele uma vez, e foi onde comprei o arroz de 5 quilos. Dessa vez quis procurar ingredientes para uma feijoada. Acho que tem quase tudo lá... Comprei feijão preto e uma carne de porco que parecia lombo (ainda não sei se era), mas que é comum aqui e eu quis provar.
Quarta à noite fiz uma mini-feijoada, com o feijão preto, a carne de porco, uma lingüiça que já tinha e uma tentativa de farofa, pois só tinha farinha de milho aqui (ainda preciso achar a certa). Ficou razoável. O maior problema é que não tenho panela de pressão e não sabia que fazer feijão na panela demorava tanto. Segue uma foto do resultado.
Aqui na Alemanha o feriado é dia 1 de Novembro, e não dia 2. Ninguém ainda soube me dizer porque, pois dizem que é algo como finados (inclusive fazem visitas ao cemitério), mas sabemos que finados é dia 2...
Não é feriado na Alemanha toda, mas na região que estou é. E é um feriado que vem a calhar, pois 31 de Outubro é Halloween, que eles festejam – à moda americana, inclusive tocam a campainha pedindo doces. Aproveitando o mesmo, viajei com o Markus para Bonn. A intenção era ir para uma festa de Halloween, mas encontramos alguns amigos num bar e de lá ficamos com preguiça de emendar a festa. Fora que sairia meio caro, pois além da festa, teríamos que pegar um taxi para voltar pra casa, já que não haveria mais trem.
Quinta ele me levou para conhecer mais duas coisas em Bonn. A primeira foi um cemitério, onde se encontra seu avô. O que é interessante nesse cemitério é que possui muitas sepulturas de não-alemães, me parece que relacionado a sobreviventes da guerra. As famílias vivem na Alemanha e, segundo o Markus, são sustentadas pelo governo. As lápides dos túmulos dos familiares falecidos são monumentais, a maioria em mármore, muitas vezes com mais de 2 metros de altura.
Talvez devido ao feriado, o cemitério estava bem cheio. Queria tirar algumas fotos, para publicar aqui, mas o Markus disse que esses estrangeiros não gostava muito disso. Contou ainda que existem espécies de gangues rivais entre eles e, uns 2 anos atrás, quando visitava o túmulo de seu avô com sua antiga namorada, as gangues começaram a trocar tiro e os 2 se encontravam praticamente no fogo cruzado, até que a polícia chegou! Pois é, acontece na Alemanha também!
De lá fomos para a “Haus der Geschichte der BR Deutschland”, que é um museu da história da Alemanha no pós guerra. A iniciativa da Alemanha de fazer e sustentar esse museu, que é gratuito, em minha opinião é fantástica! Lá é possível refletir bastante sobre o que foi a guerra, tanto para os alemães quanto para os demais. Infelizmente era proibido tirar fotos, mas como eu não sabia, acabei tirando umas no início, como dessas vestimentas e cartas originais de refugiados da guerra.
E dessa placa que diz “Deutsche! Kauft nicht beim Juden!”, que significa: “Alemães! Não comprem de judeus!”.
E ainda esses arquivos, que guardam milhares de fichas (originais!) de identificação de pessoas que morreram na guerra.
Tinha ainda uma sala, com televisores que mostravam, com um letreiro que corria sem interrupção, um nome após o outro de mortos da guerra. Dizem que pode-se passar dias lá sem que um nome se repita. Eu achei em um site as seguintes informações: “Ao todo, estima-se que 50 milhões de pessoas morreram durante os seis anos de conflito. 35 milhões de pessoas ficaram feridas. 20 milhões de crianças tornaram-se órfãs. E 190 milhões refugiadas.”
Tinha tanta coisa lá que nem lembro: parte de um avião que era usado para distribuir comida e medicamento aos campos de batalha, com caixas de madeira contendo produtos originais da época – exatamente os mesmos que eram distribuídos. Uma réplica de uma sala de inspeção, onde quem queria cruzar de um lado da Alemanha para o outro deveria passar, apresentando documentos e justificando o motivo! E ainda, o que mais me impressionou; pedaços originais do muro de Berlin – com cerca de um meto de largura e uns 3 de altura – ainda com as pichações e tudo. Só de tocar naquele muro, imaginar que uma cidade foi separada ao meio, familiares e amigos, divididos por um aquela enorme massa de concreto...
Por fim, ontem (sexta feira), teve aqui em Koblenz uma festa chamada “Electric City”. Oito baladas daqui (que devem ser todas, hehe) fazem uma festa conjunta, onde você entra em uma, pega uma pulseira e pode sair e ir para qualquer outra quando quiser. Nesse dia, todas tocam música techno e vão trocando de DJ. Da pra ver num folder que DJ toca em que horário e em que casa e buscar os que prefere. Pra mim é tudo igual, mas de qualquer forma.
Fico por aqui e acredito que terei mais novidades em breve.
domingo, 28 de outubro de 2007
Início de ano letivo
Essa semana foi a primeira do novo ano letivo da universidade de Koblenz. Conseqüentemente houveram uma série de eventos interessantes, dos quais listarei os que participei.
Na terça à noite teve o Kneipenralley, que nada mais é que um tour pela cidade para conhecer os bares (“Kneipe” = bar). Como são muitas pessoas e muitos bares, as pessoas são divididas em grupos, os quais seguem para diferentes bares e devem cumprir algumas provas, tal como uma corrida, onde se bebe algo, roda dez vezes, corre até algum lugar e volta, depois outra pessoa faz o mesmo e assim sucessivamente, marcando-se o tempo de cada grupo. Ao final do tour, todos se encontram em uma balada.
Eu, que tenho sempre algumas horas extras, solicitei para tirar a quarta-feira de folga. No entanto havia uma apresentação que deveria ficar pronta justamente para esta data, e meu pedido foi negado. Confesso que não foi muito fácil levantar na quarta...
Na sexta à tarde ocorreu uma copa de futsal para os alunos do 1º semestre. Fui convidado a participar do time os intercambistas. Como ainda tinha minhas horas extras e finalizei minhas atividades de sexta pela manhã, à tarde fui até a universidade e joguei com eles.
O time era muito bom. Tinha 3 espanhóis, dos quais 2 jogavam muito bem e outros 2 alunos igualmente bons. Mas gol que é bom, não saía! Perdemos o primeiro jogo e empatamos os 2 seguintes. Eram quatro times e todos se enfrentavam (portanto 3 jogos). Os dois melhores fariam uma final e os outros uma semifinal. Evidentemente fomos para a semi, que ao menos ganhamos (por 4x3, com direito a gol meu, hehe).
No entanto o time campeão estava desfalcado, e contou com a ajuda de 2 pessoas do meu time, das quais uma era eu. Então pode-se dizer que também fui 1º colocado...
Ao fim da tarde recebi uma visita do dono do apartamento que alugo e do sujeito que me sublocou-o, ambos muito simpáticos. O dono do apartamento estava meio bravo com seus inquilinos, por não o avisarem propriamente dessas sublocações (três dos 4 quartos estão sublocados). Mas nada muito sério, só queria nos conhecer, anotar nossos nomes e saber até quando ficaríamos aqui.
O Andreas, locatário do quarto onde estou deve ter mais ou menos minha idade. Ele viu seu quarto pela primeira vez, após minha chegada. Mudei alguns móveis de lugar, para otimizar um pouco o espaço. Também consertei a lâmpada de mesa, dei um jeito no abajur e instalei uma luminária no teto. Disse a ele que isso faz parte de ter um engenheiro em casa, hehe.
À noite teve então uma festa universitária, que foi feita dentro da universidade. Entrada gratuita, cerveja 1,50 euros... nada mal. Lá encontrei meus novos amigos intercambistas, fora a galera da AIESEC, o Markus e ainda o Andreas, que ficou na cidade para ir à festa.
Finalizando a semana, sábado fui com o Markus para Bonn, prestigiar nosso colega Ralph, que fez aniversário na quarta. Ele fez uma festa na casa dele, com karaokê. Foi muito hilário! Ninguém cantava bem, mas todos se divertiram. E eu mais ainda, pois imaginem um karaokê, mal cantado e em alemão! Hahaha.
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
FIA DT Championship Finale
Como muitos já sabem aqui na Alemanha os impostos são bem altos. E quando se é solteiro e sem filhos, paga-se ainda mais. Estimo que chegue a 60% o valor recolhido como imposto, ou seja, nem metade do salário chega às mãos dos que se encontram na situação descrita. Então, uma solução que muitas empresas adotam para agradar seus funcionários sem gastar muito é aumentar os benefícios.
A esse ponto alguns devem estar pensando: “Mas porque ele esta falando sobre isso? Será que vão dar um carro para ele?” Doce ilusão… sou apenas um estagiário, e já tenho que estar feliz por não precisar pagar imposto sobre meu ínfimo salário.
A razão pela qual toquei no assunto é porque tenho amigos nessa situação. E junto a alguns deles, tive a oportunidade de ir para a Bélgica esse fim de semana, onde assistimos a final do campeonato FIA GT. Impressionante! Carros com até 600 cavalos!! Mas já falei demais sobre carros, seguem algumas fotos e outro vídeo. (Obs.: a foto do carro com a porta aberta foi tirada na volta dada após o termino da corrida.)


Concluindo, o total gasto com transporte nessa viagem foi… nada! Carro da empresa, a empresa paga. Um benefício para quem pode, o que (ainda) não é o meu caso.
A noite alguns de nos ainda assistimos juntos à final da F1. Uma pena que o Kimi Räikkönen precisava dos pontos e o Felipe Massa teve que deixá-lo passar, mas andei pensando que, se a situação fosse inversa, a equipe mandaria o Kimi fazer o mesmo e ele também obedeceria. Coisas da F1.
Mas voltando ao assunto dos benefícios, devo dizer que hoje, quando vi o faxineiro que cuida da área que trabalho sair em seu belo Mercedes, senti uma ponta de inveja…
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Cortei o cabelo!
Hoje cortei o cabelo. Primeira vez, depois de 68 dias na Alemanha! Tava na hora... Confesso que a comunicação com o barbeiro foi um tanto complicada, mas nos entendemos e até que não ficou ruim.
Não tenho a intenção de tirar uma foto apenas por essa razão, então terão que aguardar as fotos de minha próxima viagem para conferir o resultado.
sábado, 13 de outubro de 2007
Corrida na Nordschleife
Na sexta fui com o Markus novamente para Bonn. À noite fomos a uma balada numa boate onde ele trabalhou alguns anos atrás. Era uma festa temática dos anos 90, mas não foi grande coisa. Acompanharam-nos ainda um amigo do Markus que mora relativamente perto do local da balada (e dormimos na casa dele, por praticidade), o Ralph (outro estagiário na TRW; estava também na feira automotiva em Frankfurt) e um amigo dele e mais alguns amigos de amigos, enfim...
Hoje, ao acordar, fomos – eu, o Markus, o Ralph e seu amigo – assistir uma corrida.
A Nordschleife – que significa algo como “cordão do norte” – é o antigo circuito de Nurburgring, situada no norte da Alemanha. É o circuito mais longo da história da Fórmula 1, mas não é usado para esse destino há mais de 30 anos, principalmente por ser considerada uma das pistas mais perigosas do mundo para se dirigir (se não a mais).
Não se paga para assistir, mesmo porque não é possível controlar as pessoas ao longo dos 22km de extensão da pista. A volta mais veloz já realizada nessa pista durou 8m34s. No entanto, os boxes se encontram na parte da pista que é usada para o Grande Premio da Alemanha. Para vê-los, aí sim é necessário pagar uma entrada.Seguem algumas fotos e vídeos que fiz no evento, que começa às 12h e tem 4h de duração. Mas não ficamos até o final.



E as pessoas que vão assistir normalmente são amantes de veículos e de corrida. E às vezes têm também as suas “supermáquinas”. Nesse país de adoradores de carros eu já não me surpreendo mais com os mesmos. Mas confesso que algumas motos estacionadas no local me chamaram a atenção! Mas quem não pararia para olhar?

E essa Ducati, quando fui tirar a foto, apareceram algumas pessoas com traje de motoqueiro. Perguntei para o mais jovem, logo à frente, se era dele. Ele respondeu negativamente, sorrido, e apontou para outra pessoa, dizendo quem era o dono. O sujeito apontado era provavelmente seu pai... Nada mal! Quem sabe em meus 50 também já possa ter a minha. E a propósito, o garoto dirigia a Kawasaki que aparece atrás da Ducati!
