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Na noite do sábado (10 de Maio) fomos para uma festa, que era como uma feira multicultural. Todos haviam viajado naquele dia e estavam cansados, então basicamente ficamos em um lugar, apenas conversando. Abaixo duas fotos nessa festa, sendo uma de uma barraca brasileira.


Na tarde do sábado, logo depois do almoço, mas antes de sairmos para conhecer Berlin, havíamos preparado nossas fantasias para o desfile. Isso mesmo, o Carnaval da Cultura consiste basicamente no desfile que é realizado no domingo, nas ruas de Berlin. Haviam outros 2 brasileiros lá e todos utilizamos as cores do Brasil o máximo possível.

A Jin (trainee da China) com ajuda de 2 outros trainees fez um daqueles dragões, típicos dos desfiles chineses.

desfile é composto por dezenas de caminhões, cada qual com seu equipamento de som e uma placa com o nome do grupo (ou país) que representa e será seguido pelos integrantes, que normalmente realizam algum tipo de dança/coreografia. Os caminhões possuem também números, segundo a ordem que desfilarão. O nosso era o número 82.
Como muitos tem que esperar sua vez para o desfile, alguns aproveitam para ensaiar. Seguem algumas fotos.






E tinha um grupo que veio tocando uma bateria de samba completa, com um cara cantando samba, EM PORTUGUÊS, em cima do caminhão.




E nós fizemos obviamente as coreografias das danças da AIESEC (os chamados Roll Calls). Seguem dois exemplos clássicos: “Tunak Tunak Tun” e “Cotton Eye Joe”.


Saindo do desfile voltamos para a faculdade e ajudamos a arrumar tudo, devido à bagunça na confecção das fantasias e mais as coisas que foram levadas para o desfile (caixas de som, placas, enfeites, etc.). Eu (bem como metade do grupo) estava tão cansado que resolvi não sair naquela noite. Afinal, havia combinado com um pequeno grupo, que ficaria, assim como eu, até a tarde de segunda em Berlim para irmos ao Zoológico.
Acordei na segunda às 7h da manhã. Arrumei minha mala e fui, junto com o Federico (argentino) e a Jin para o lugar combinado, onde encontraríamos a Marlies (venezuelana) e a Alexandra (tcheca, salvo engano). Estava marcado para as nove, mas no horário AIESEC isso é relativo... Conseguimos chegar no Zoo por volta das 10h.

Construído em 1844, ele é o mais antigo zoológico da Alemanha é considerado o maior do mundo em número de espécies e animais. Um que me chamou a atenção foram os pingüins africanos. Afinal, na minha ignorância, eu nem sabia que havia pingüins na África.

É interessante também ver que a maioria dos animais não se encontra enjaulados. Isso inclui algumas espécies de aves, que por vezes são vistas voando livremente por sobre nossas cabeças.




Mas a atração que desperta maior curiosidade do público é ainda o Knut, o filhote de urso polar. Na verdade ele já não é mais um filhotinho, mas os ursos polares são realmente interessantes.




Na saída do Zoo vimos como foi bom acordar cedo. A fila para entrar estava quilométrica!


Ainda tínhamos algumas horas em Berlim, antes do horário de nosso trem. No próximo post publico as últimas visitas realizadas na magnífica capital da Alemanha...
No final de semana passado ocorreu em Berlim o Carnaval da Cultura (Karneval der Kulturen), evento multicultural promovido anualmente pela cidade, desde 1996, sempre no feriado de Pentecostes, que é celebrado no 50º dia após a páscoa.
A AIESEC de Berlin resolveu realizar uma recepção (como as que participei em Munique, Aachen, Jena, Munster...). Era então a minha chance de finalmente conhecer a não somente mais famosa cidade da Alemanha, como segunda mais populosa da Europa, atrás apenas de Londres.
A Jin, nova trainee da AIESEC de Koblenz, vinda da China, foi comigo. Pegamos um trem noturno, para chegar lá bem cedo no sábado e aproveitarmos assim o máximo possível. Procurei o mais barato possível e o melhor acabou sendo um que iria por Hamburgo, o que fez a viagem durar das 1h da manhã até as 9h!
Finalmente lá, seguem as primeiras fotos que tirei ainda nos arredores da estação central de trem de Berlin, antes de nos juntarmos aos demais na faculdade. A primeira é a própria estação central de Berlin (Berlin Hauptbahnhof) e a última o prédio do parlamento alemão (Reichstag).





Ainda caminhando em direção à faculdade passamos pela Coluna Triunfal (Siegessäule). A mesma foi construída para comemorar a vitória na guerra da Prússia contra a Dinamarca, em 1864. A figura dourada que representa a Vitória foi colocada no topo da coluna depois de outras vitórias prussianas, em batalhas contra a Áustria (1866) e a França (1871). No topo há um terraço que oferece uma magnífica vista da cidade, mas não chegamos a subir.

Passamos também por um dos marcos mais famosos de Berlim: a “Kaiser-Wilhelm-Gedächtnis-Kirche”, que é uma igreja-monumento em estilo neo-romântico, inaugurada em 1895 e bombardeada e 1943. Depois da guerra os destroços foram removidos e ficou apenas a torre da frente, em cuja base se situa o “Gedenkhalle” (Salão Memorial). Reparem no telhado da torre, cujos danos foram deixados conforme o resultado da 2ª guerra.

Chegando à faculdade conhecemos os outros trainees que se inscreveram para essa recepção em Berlin. Lá almoçamos e depois fomos divididos em pequenos grupos para fazer um passeio turístico, assistido por guias locais.


Fomos primeiro para a Alexanderplatz, localizada no centro oriental de Berlin.

Lá o primeiro destaque é para a Fernsehturm, uma torre de televisão que é, com seus 368 metros de altura, a construção mais elevada da cidade e quarta mais alta da Europa. Além de sua função como torre transmissora, ela abriga uma plataforma de observação e um “café giratório”, de onde a cidade pode ser observada enquanto se saboreia um cafezinho, sentado à janela. Uma volta inteira lava cerca de meia hora e, em dias claros, a visibilidade chega a 40 km de distância.

Outro destaque é para o Weltzeituhr, relógio que mostra as horas do mundo todo.

Visitamos diversos outros locais, como o Dom Spreeinsel, uma catedral localizada na ilha do rio Spree e o Portão de Brandemburgo, que também contempla uma imagem da Vitória, deusa da vitória.


No portão tentamos tirar uma foto em grupo, mas o alemãozinho para quem pedi era meio nó cego.

Infelizmente do resto desse passeio, bem como do piquenique que fizemos eu não tenho fotos, pois a bateria da minha câmera havia acabado e esqueci de levar a reserva comigo. Assim que tiver as fotos dos outros eu publico essa parte. Voltei a bater fotos à noite, quando fomos há uma feira noturna, que já fazia parte das comemorações do Carnaval da Cultura, que publico na próxima postagem, junto com a visita ao Zoológico de Berlim.
Dia 30 de Abril foi o Dia da Rainha, um feriado nacional nos Países Baixos, bem como nas Antilhas Neerlandesas e em Aruba. Inicialmente, ainda em 1885, era chamado de Dia de Princesa, pois era a comemoração do aniversário da princesa Wilhelmina. E a data original é 31 de Agosto. A princesa veio futuramente a se tornar rainha, o que justifica a troca do nome.
Passado algum tempo, sua sucessora, a rainha Juliana, trocou a data para o seu aniversário, o 30 de Abril. Sua filha, a rainha Beatrix (atual rainha dos Países Baixos), não quis trocar a data para o seu aniversário, ate porque o mesmo é em 31 de janeiro, quando o inverno realmente dificultaria a realização do evento.
A festa, que foi tomando proporções cada vez maiores fez desse dia um importante feriado, conhecido pelas apresentações de bandas, atividades infantis e pelo “mercado livre”, pois nesse dia todos podem montar pequenas barracas e vender o que quer que seja sem necessidade de licenças e sem taxações.
Outra curiosidade é que todos procuram carregar ao menos uma peca de roupa laranja, o que torna a paisagem extremamente peculiar.





Bom, dia 30 de abril foi uma quarta feira; e não era feriado na Alemanha. Mas eu não quis perder essa e tirei o dia livre. Logo cedo peguei um trem para Amsterdam, onde encontrei com o Felipe, amigo meu que mora na Haia.
A única camisa laranja que ele tinha era uma de membro da organização de uma conferencia da AIESEC, que foi por sinal onde nos conhecemos. E isso foi o mais engraçado! Duas pessoas vieram conversar conosco por conta do gigante símbolo da AIESEC nas costas de sua camiseta. Primeiro um brasileiro, do Ita, que ta morando na Suíça e também foi para Amsterdam apenas para a festa. Ele se juntou a nós o dia todo. Mais tarde, uma espanhola o abordou também por conta da camiseta. Abaixo algumas fotos da festa.

Teoricamente eu deveria voar com o Felipe no dia primeiro de maio para Londres. No entanto, esqueci meu passaporte em Koblenz, pois não precisava para o trem de Koblenz para Amsterdam e, na correria...
Pedi então a um amigo que me enviasse pelo correio, o qual nos garantiu que chegaria no dia seguinte. Por 40 Euros, eu acreditei! Mas não chegou... Chegou um dia depois, por conta do feriado. Tarde demais para pegar o vôo. E lá fiquei eu, sozinho na casa de meu amigo, da tarde do dia 1 até a tarde do dia 2, esperando meu passaporte chegar, sem a chave da casa (pois meu amigo a havia perdido na festa), entrando e saindo da casa pela janela sempre que precisava comprar algo pra comer/beber ou checar o correio. De quebra, tive ainda que pagar um trem para Koblenz, pois meu vôo de volta era de Londres direto para a Alemanha.
Pelo menos não fui preso por invasão de propriedade...